segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

ROCK IS DEAD? - 1º ENCONTRO COM MR. MOJO RISIN

Curitiba, 6 de fevereiro de 2012.

Sob a influência do Sol em Aquário começam nossos ensaios. Estiveram presentes: Fabíola Malerba, Gabriel Manita, Lauren Christie, Luan Machado e Scheila Foltran.

Nossos exercícios partiram de um ciclo de energia vital: o pulsar. O infinito instante do pulsar da artéria. Impulsionados sempre por quatro ciclos de elementos: Fogo, Terra, Água e Ar e Cabeça, coração, artérias e estômago. Com o poema "Milton" de Willian Black, um dos textos que inspiraram Jim Morrison a colocar o nome de The Doors na banda em que era vocalista.

A seguir fomos transportados em grupo para compor a densa cena de subir uma montanha em busca da sabedoria do grande Índio que estava esperando por nós. Seguíamos os seus sinais, em busca energia criadora, encontrávamos animais ferozes, espinhos, galhos, pedras e muita chuva. Passamos noites em abrigos, encontramos tribos perdidas e finalmente chegamos ao cimo, onde encontramos uma planície com grama e o aconchego do sol. Quando conseguimos finalmente encontrar o Índio começamos a invocar junto a ele o Mr. Mojo Risin.

Finalizamos com nossos corpos carregados de energia e com novas portas abertas, principalmente a porta do céu.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011






                  Essa imagem sem dúvida faria parte das imagens dos momentos mais felizes da minha vida. A paisagem atrás de mim e as pessoas que mais amo na vida, são meu porto seguro, meu horizonte, meu saber, minha noção de amor. Meu carinho e sentimento mais profundo. Totalizado na amplidão do espaço sideral. É quase um amor surreal. Risos, sorrisos. Felicidade sem fim esse momento pra mim. E ainda hoje, todos os dias quando acordo penso em cada um deles. Mais em uns menos em outros. Um em um dia, outro em outro... Adorava esse maiô. Adorava estar todos juntos. Que pena não lembrar de cada detalhe. A memória é realmente uma ilha de edição, onde conseguimos brincar de esconde - esconde com a vida. Vou fazer trinta anos e às vezes me sinto assim. Com essa cara, com esse sorriso inocente. Em certos momentos me sinto perdida no mundo como se tivesse ainda uns cinco anos. Carência de inferno astral. Saudades, saudades, saudades, saudades, saudades, saudades, saudades, saudades...

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O nome de Laura

O Nome de Laura "
Ventura De La Vega
(espanhol - 1807-1865)

O tronco que em abril de folhas
viste coberto, e onde teu nome foi gravado,
Laura, logo o verás nu, desfolhado,
que à inclemência do tempo não resiste.

Virá dezembro - e a sua bruma triste
há de envolve-lo, e o deixará gelado,
e ao frio vento norte, desgalhado
talvez se abata, a então nada subsiste.

Templo mais forte que o teu nome leve
onde não haja vento frio, e aquele
rude inverno que a cobre em branca neve

será meu coração que, humilde, em rogo
te pede que o aceites, Laura, e nele
graves teu nome com buril de fogo!


( Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro
"Os Mais Belos Poemas Que O Amor Inspirou"
Vol. IV - 1a edição 1965)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

16º22'1" (Assim saturno balança na casa nove)

Escrever me acalma a alma
esperar me faz conhecer
mais das novas angústias
produto da nova visão
Com saturno no topo do mapa
gera uma outra lição
aprendo que a idade chega
e o quão frágeis somos
diante da imensidão
pudera poder repartir
as dores que iremos sentir
percebo a sensação do amor
me deparo com ele pela
primeira vez sem dor
sinto que estou tão completa de mim
e me declaro preparada para a vida

Dois

Sozinha do lado de fora
procuro a janela que estarás
quem sabe na linha do
ou do V
Quem sabe se olhar bem
eu te vejo
Sozinho do lado de dentro
sofrendo calado um lamento
nunca me vi tão romantica
ouvindo os pássaros e o vento
escrevendo poesias de amor
para esperar passar o tempo
desejando a alegria de te ver sem dor
A cada letra uma angústia
uma tortura um tormento
venha para os meus braços
que eu o acalento