Awake
Peace Frog
Unknown SoldierLions in the street
L.A. Woman
Alabama Song
Break on throught
Rock is dead
The Celebration of the lizard king
An American Prayer
The end
Descobrir os pensamentos e os sentimentos através do dia a dia, da poesia, ciência ou tecnologia. Escrever para não calar, para reportar o que não queremos que passe em branco. Relatar para eternizar, para criar, para ensinar. Transformar a vida real em lenda, os mitos em símbolos, divulgar a arte, comentar os textos lidos e os não lidos. Um arquivo de textos.
sábado, 10 de dezembro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Essa imagem sem dúvida faria parte das imagens dos momentos mais felizes da minha vida. A paisagem atrás de mim e as pessoas que mais amo na vida, são meu porto seguro, meu horizonte, meu saber, minha noção de amor. Meu carinho e sentimento mais profundo. Totalizado na amplidão do espaço sideral. É quase um amor surreal. Risos, sorrisos. Felicidade sem fim esse momento pra mim. E ainda hoje, todos os dias quando acordo penso em cada um deles. Mais em uns menos em outros. Um em um dia, outro em outro... Adorava esse maiô. Adorava estar todos juntos. Que pena não lembrar de cada detalhe. A memória é realmente uma ilha de edição, onde conseguimos brincar de esconde - esconde com a vida. Vou fazer trinta anos e às vezes me sinto assim. Com essa cara, com esse sorriso inocente. Em certos momentos me sinto perdida no mundo como se tivesse ainda uns cinco anos. Carência de inferno astral. Saudades, saudades, saudades, saudades, saudades, saudades, saudades, saudades...
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
O nome de Laura
O Nome de Laura "
Ventura De La Vega
(espanhol - 1807-1865)
O tronco que em abril de folhas
viste coberto, e onde teu nome foi gravado,
Laura, logo o verás nu, desfolhado,
que à inclemência do tempo não resiste.
Virá dezembro - e a sua bruma triste
há de envolve-lo, e o deixará gelado,
e ao frio vento norte, desgalhado
talvez se abata, a então nada subsiste.
Templo mais forte que o teu nome leve
onde não haja vento frio, e aquele
rude inverno que a cobre em branca neve
será meu coração que, humilde, em rogo
te pede que o aceites, Laura, e nele
graves teu nome com buril de fogo!
( Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro
"Os Mais Belos Poemas Que O Amor Inspirou"
Vol. IV - 1a edição 1965)
Ventura De La Vega
(espanhol - 1807-1865)
O tronco que em abril de folhas
viste coberto, e onde teu nome foi gravado,
Laura, logo o verás nu, desfolhado,
que à inclemência do tempo não resiste.
Virá dezembro - e a sua bruma triste
há de envolve-lo, e o deixará gelado,
e ao frio vento norte, desgalhado
talvez se abata, a então nada subsiste.
Templo mais forte que o teu nome leve
onde não haja vento frio, e aquele
rude inverno que a cobre em branca neve
será meu coração que, humilde, em rogo
te pede que o aceites, Laura, e nele
graves teu nome com buril de fogo!
( Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro
"Os Mais Belos Poemas Que O Amor Inspirou"
Vol. IV - 1a edição 1965)
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
16º22'1" (Assim saturno balança na casa nove)
Escrever me acalma a alma
esperar me faz conhecer
mais das novas angústias
produto da nova visão
Com saturno no topo do mapa
gera uma outra lição
aprendo que a idade chega
e o quão frágeis somos
diante da imensidão
pudera poder repartir
as dores que iremos sentir
percebo a sensação do amor
me deparo com ele pela
primeira vez sem dor
sinto que estou tão completa de mim
e me declaro preparada para a vida
esperar me faz conhecer
mais das novas angústias
produto da nova visão
Com saturno no topo do mapa
gera uma outra lição
aprendo que a idade chega
e o quão frágeis somos
diante da imensidão
pudera poder repartir
as dores que iremos sentir
percebo a sensação do amor
me deparo com ele pela
primeira vez sem dor
sinto que estou tão completa de mim
e me declaro preparada para a vida
Dois
Sozinha do lado de fora
procuro a janela que estarás
quem sabe na linha do
ou do V
Quem sabe se olhar bem
eu te vejo
Sozinho do lado de dentro
sofrendo calado um lamento
nunca me vi tão romantica
ouvindo os pássaros e o vento
escrevendo poesias de amor
para esperar passar o tempo
desejando a alegria de te ver sem dor
A cada letra uma angústia
uma tortura um tormento
venha para os meus braços
que eu o acalento
procuro a janela que estarás
quem sabe na linha do
ou do V
Quem sabe se olhar bem
eu te vejo
Sozinho do lado de dentro
sofrendo calado um lamento
nunca me vi tão romantica
ouvindo os pássaros e o vento
escrevendo poesias de amor
para esperar passar o tempo
desejando a alegria de te ver sem dor
A cada letra uma angústia
uma tortura um tormento
venha para os meus braços
que eu o acalento
As coisas do coração que conto pras paredes
Se pudesse estar novamente
no mesmo lugar
sabendo de tudo que se houve
hoje, estaria sorridente
Os dois últimos medos eram meses
deixaram de ser segredo
às vezes parece sonho
que tanto sonhei acorada mesmo
Agora na janela do hospital
vejo o amor maior que o desejo
a paz no peito ao ter teu beijo
e calo no aconchego dos braços teus
no mesmo lugar
sabendo de tudo que se houve
hoje, estaria sorridente
Os dois últimos medos eram meses
deixaram de ser segredo
às vezes parece sonho
que tanto sonhei acorada mesmo
Agora na janela do hospital
vejo o amor maior que o desejo
a paz no peito ao ter teu beijo
e calo no aconchego dos braços teus
domingo, 24 de julho de 2011
terça-feira, 19 de julho de 2011
FOR LAUREN WITH LOVE
Lauren morena de sorriso farto
Tens o corpo voluptuoso e sensual
Poder sentir seus lábios quem dera
Senti-la em meus braços de fato
Não de maneira fugaz e casual
Mas apaixonada e sincera
Que bom vê-la em todas as manhãs
Preenchendo com sua alegria o meu ser
Mesmo que não tê-la me faça sofrer
Te acho doce como as maçãs
És para mim o fruto proibido
O desejo contido em minha alma
Mas também o sentimento que salva
De um homem o coração sofrido
(10/03/2003) Autor Comprometido
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Cordel para Lauren
Nascida num lindo dia
Às onze horas da manhã
Ela veio moreninha
Para diferenciar da irmã
Também tão bonitinha
Que logo virei seu fã...
Companheirinha da mãe
Em tudo que ela fazia
E da invisível Sandra
Com quem falava todo dia
Aquele crespo cabelo
Os passos da irmã seguia...
Frequentou várias escolas
Onde aprendeu a lição
Onde uma professora disse
Empregando-lhes um sermão
“Fiquem quietas crianças!”
”Suas mães não lhes dão educação?”
Quando foi para casa
Da sua mãe ela cobrou
Que não lhe dera aquilo
Que a professora falou
Pensando que aquela palavra
Era um material que faltou...
Lauren Christie fez arte
Fez balé e dançou bastante
Foi uma estrela de natação
Líder desde estudante
Estudou na faculdade,
Que final determinante...
Na capital do Paraná
Teatro foi estudar
Fez-se atriz com sucesso
Gigante em representar
Que Deus cuide de seus passos
Estamos sempre a desejar!...
Theo (pai) Padilha
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Poema de bons agouros
Lua?! Hã?
Luan, ah...
Pensei que fosse o Carlos,
Pedro ou Joaquim
Porque pode ser todos
Desde o início da existência
Até o fim dos dias que
Ele escrever
Poeta sórdido e juvenil
Este é teu ano de glória
Honra e sucesso no Brasil
Luan, ah...
Pensei que fosse o Carlos,
Pedro ou Joaquim
Porque pode ser todos
Desde o início da existência
Até o fim dos dias que
Ele escrever
Poeta sórdido e juvenil
Este é teu ano de glória
Honra e sucesso no Brasil
domingo, 26 de junho de 2011
ORAÇÃO À TERRA AMADA
Do alto de uma serra fiquei sempre a contemplar. O infinito horizonte que um dia, eu sabia, ia me levar. Na cumeeira daquele lugar enxergava cidades, montanhas e um vale inteiro a verdejar. Agora nessa época do ano o vento é frio, porém sereno, mas quando a noite chega calada e dura ele chega a uivar. Seu gemido é gelado, o céu estrelado é de um azul sem fim em noite de luar. Naquele canto do mato, onde vivia o imperador tem um ar gelado e úmido e de tão vazio que é, chega a ecoar. Passando pela estrada de onde o trem vem, passa boi, passa boiada e eu já passei também. Essa estrada depois de um pouco andar chega-se na cidade, na avenida maior, que já foi cantada com amor, pelo meu pai, deve em tempos longínquos ter sido coberta pelo mar. Alguns antigos costumam dizer que ali existia um pomar. Tangerinas ou café, talvez. Quando criança e subia por ela a pé, imaginava uma corda para puxar. Descendo, de carro hoje, sinto um frio a minha barriga refrescar.
O verde Vale da Pirambeira foi o meu quintal. Passei por ali com família, amigos e amores. Desci florestas verdes e cachoeiras finas. Respirei aquela brisa profunda que só quem olha para o Oeste sente. Abracei árvores com espinhos. Corri pelos campos e caminhos. Colhi cogumelos, incinerei ervas, jurei amizade eterna tendo o por do sol como testemunha. Dancei ao som dos caminhões da Parigot. Percorri as entranhas do jacaré, debaixo de todas as pontes, dentro de todos os poços. Percorri matas e matas. Desci num rapel, imensa Figueira. Sobrevoei a paisagem inteira. Meu coração, minha guerreira cravada no norte. Portal mágico da minha natureza.
Cafezais, jardins floridos e outras tantas belezas. Dorme e repousa tranqüila sem pressa de ver o tempo chegar. Posso escutar as vozes que falam em teu nome traduzindo as noites caladas em que as árvores não balançam e os fios não dançam. As noites assim (me dão medo) começam no fim de julho e vão até meados de agosto, o final do inverno chega fazendo barulho das madrugadas em que as janelas tremem. A primavera chega com a luz pálida das manhãs de setembro e percorre o dia num calor suave. Mas geralmente quando o fim da tarde chega, junto com ele vem um frio cortante dos ventos dilacerantes.
O verão parece um festival de abastança. O calor é forte, a bebedeira refresca a sorte e o colorido do céu parece não ter fim, as estrelas e a lua iluminam as noites calmas e alegres. O astro rei domina o dia queimando, queimando lento e bronzeando a pele de quem anda em busca d’água pra se lavar. O clima quente também tem seu som. Um zunido de cigarras e insetos sonoros. O calor derrete a paisagem, os telhados e as ruas viram ondas e ás vinte horas ainda é dia.
Posso parecer ruim da cuca ou até mesmo maluca. O teu nome glorioso e imortal enfeita minha nuca. Teu espírito guia a minha glória. Amém.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
A arte imita a vida ou a vida imita a arte...Por Lauren Christie
A vida imita a arte? A arte imita a vida? Deus criou o homem, arte. O homem criou a arte, vida. Se me perguntarem se a vida imita a arte ou a arte imita a vida, direi: não sei. De fato não sei, como porque e quando, mas sei que a arte é a língua o sal e água que elaboram e liquifazem minha vida em longas lágrimas amargas. Vejo a minha vida imitando a arte. Saudades de minha pátria. A pátria que me pariu. Minha mãe é minha vida e eu sua obra de arte. Da arte que me fizeram brotar única, sem saber de nada, sempre descobrindo através da arte, de que mundo faço parte. Sei que habito na palavra, no ramo da gente, gostando de descobrir a humanidade e inventar minha arte nessa transformação. A arte transmite ideias e ideais, através deles ligando gente atrás da mesma causa ou coisa. Digo isso porque corro atrás da minha lenda perdida há séculos e a encontro na arte. Arte fato, Ar tesão. Descubro em análise que me encontro com personagens que já fui e que os revivo nos palcos. Será que vivo artificialmente e sou apenas imitação de tudo aquilo que já vi em algum lugar? Se vivo assim vivo verdadeiramente em busca de mim perdida na imensidão do lugar, do tempo e do espaço, tudo isso existe na arte. A arte de viver bem. A arte de cozinhar, a arte de desenhar e pintar. É cantar, escrever, fazer arte é verbalizar, transformar em imagem, tudo o que está aprisionado dentro da alma. É tudo o que é de mais seu. Por isso é egóico. Por isso é fanático, por isso é avassalador. Mais verdade! Avassala a dor. Bota pra fora a dor, o grito ou o riso da alma. Explode. E se pode explidir pode reverberar e podem outros artistas da vida, outras pessoas que tem o dom de viver bem, o dom, o domínio, reinventar a vida que já foi inventada. E a invenção é safada. Abusada. Nasci no dia da invenção. E inventar palavras faz parte do meu repórtorio. Um repertório de lendas, vividas, histórias inventadas ou não. Histórias das quais faço parte de todas, pois se não as vivi as vi ou ouvi, e juntando o vi do verbo ver, com vi do verbo ouvir, vejam bem = (vi+vi= VIVI). Portanto nenhuma história é inventada, fazemos parte da verdade humana da imbecilidade brilhante de estar Vivo! Oh quanta filosofia, só estava refletindo sobre o prazer de inventar vidas.
terça-feira, 10 de maio de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
sexta-feira, 29 de abril de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Meu coração quis ouvir
Poética I
(1913-1980)
De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.
A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.
Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem
Passo por passo:
Eu morro ontem
Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.
Vinicius de MoraesAndo onde há espaço:
– Meu tempo é quando.
(1913-1980)
quarta-feira, 30 de março de 2011
Tecer Cuerpo
Estou com meu corpo tecido e em tecido. Texto tecido sob a pele. Do riso que deixa o tecido da alma ficar gasto pela vida toda. Nós tecemos, somos tecidos, um emaranhado de fibras energéticas fazendo de nós todos parte do mesmo tecido.
FESTIVAL DE CURITBA 29/03 A 10/04 de 2011
Ontem começou o maior Festival de Teatro do Brasil. O Festival de Curitiba.
A peça de estréia foi "Sua Incelença, Ricardo III", triste, não consegui assistir ao espetáculo. Acredito que os organizadores foram infelizes em colocar a arquibancada tão perto da cena. A arte não chegou a todos os que esperavam por ela.
terça-feira, 29 de março de 2011
PALAVRAS RINDO: Estréia 2 de Abril - ANDRADIANAS
PALAVRAS RINDO: Estréia 2 de Abril - ANDRADIANAS: "http://www.festivaldecuritiba.com.br/espetaculos/view/531"
domingo, 27 de março de 2011
Fazendo Arte
Todos os que caem - Sesc da Esquina - 29/08/2011
Texto: Samuel Beckett
Direção: Leo Moita
http://www.jaimecosta.com.br/teatro/andradianas/
http://www.jaimecosta.com.br/teatro/andradianas/
ANDRADIANAS - 2 - 3 e 5 de ABRIL - 2011 20H. TUT CEFET
Texto : Oswald, Mário e Carlos Drummond de Andrade
Incubadora Artística
Direção: Luan Machado
MEDEIA PLURAL - 06/2010 - Colégio Estadual do Paraná
Texto: Eurípides
Direção: Jaqueline Valdívia
QUANTO MAIS MILLÔR... - 11/2009 - Colégio Estadual do Paraná
Texto: Millôr Fernandes
Direção: Diego Duda
Arlequim - 06/2009 - Festival de Inverno da UFPR - Antonina/PR
Texto: Comédia Dell'Arte
Direção: Roberto Innocente
De Pessoa para pessoas - 11/2008 - Teatro Cultura
Texto: Fernando Pessoa
Direção: Tonny Lucas
sábado, 26 de março de 2011
quinta-feira, 24 de março de 2011
Soneto de separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinícius de Moraes
Soneto
Tudo leva a crer que o soneto foi criado no século XIII, pelas mãos do poeta siciliano Giacomo de Lentino, em Palermo.
O primeiro grande nome ligado ao soneto é o de Dante, devendo-se a outro mestre da poesia, Petrarca, a consolidação e a difusão do modelo.
Em Portugal, o soneto teve como seu primeiro cultor o poeta Sá de Miranda. Camões dedicou-se amplamente ao soneto, alcançando com ele alguns dos mais altos momentos da literatura universal de todos os tempos.
No Brasil seiscentista, Gregório de Matos empregou o soneto tanto para a lírica sacra e amorosa quanto para a satírica. Adiante, Cláudio Manuel da Costa firmou-se como sonetista de grande valor, ajudando a fortalecer uma tradição que daria nomes como Olavo Bilac e Cruz e Sousa, entre outros.
Num primeiro momento, os modernistas se voltaram contra o soneto, atitude inserida num amplo programa de ruptura com a "fôrma" das formas fixas e dos padrões poéticos tradicionais. No entanto, depois de instalado o verso livre e conquistadas tantas outras liberdades nos níveis da estruturação e do conteúdo, poetas como Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade retornaram ao soneto.
Vinicius de Moraes consolidou-se como grande sonetista da moderna literatura brasileira e ajudou a popularizar a forma.
O soneto também pode ser estruturado em três quartetos e um dístico, sendo chamado então "soneto inglês".
quarta-feira, 23 de março de 2011
23 de março de 2011 - Lua em escorpião em lunação de peixes
Agora as palavras não riem mais, elas só choram.
Choram a dor de ter te deixado ir.
A dor de ter que ficar
Essa dor estranha, que não sei o nome
Fica acordada a noite inteira
Me esperando acordar
Dentro da manhã seguinte
Pra fazer mãnha sem mãe
Sem filho, sem amor
Sem o teu amor
Sem o meu amor
Só existe tristeza
Uma tristeza languida
Que fica guardada como um alfinete
Lá no fundo, cravado
Já não é um vazio
Posso sentir essa dor
Na palma da minha mão
Ela é do tamanho do meu coração
Que se transforma em pedra
Choram a dor de ter te deixado ir.
A dor de ter que ficar
Essa dor estranha, que não sei o nome
Fica acordada a noite inteira
Me esperando acordar
Dentro da manhã seguinte
Pra fazer mãnha sem mãe
Sem filho, sem amor
Sem o teu amor
Sem o meu amor
Só existe tristeza
Uma tristeza languida
Que fica guardada como um alfinete
Lá no fundo, cravado
Já não é um vazio
Posso sentir essa dor
Na palma da minha mão
Ela é do tamanho do meu coração
Que se transforma em pedra
terça-feira, 22 de março de 2011
A MR. MOJO RISIN
Meus apontamentos sobre ti
A morte, a arte, a boemia
Apontamentos de uma vida vã
Não há arte ou Descartes
A espreitar no buraco da fechadura
E ver do outro lado uma pobre vadia
A alegrar-se durante o dia
E a varrer a madrugada
Com olhos a ler e ouvidos a ver poesia
O cantar doce dos pássaros
Maculando a noite
Estando nós a trocar palavras
Desenterrar gestos, reescrever cidades vazias
De algum modo, sei que participei das tuas orgias
E embriaguei-me contigo em folias
E andei a atear fogo na tua alma
Para que dançastes em labaredas de alegriasLauren - setembro de 2010
NADA NADA
REVELAÇÕES A CANETA TRAGO NESTE PAPEL
SÃO PEDAÇOS DE LAÇOS QUE NUNCA GANHARAM O CÉU
COISAS DA VIDA QUE REPRIMO E JOGO AO LÉU
DUAS SÃO CARÍCIAS
OUTRAS TANTAS SÃO NOTÍCIAS E ALGUMAS MALÍCIAS
DO MEU "REVELO" MAIOR É O PARTO SEM DOR
A DOR DA ÂNSIA DE NÃO PODER AMAR
DO DESCASO DA BRIGA COM A NOITE ANTERIOR
O QUE DEIXO NO PROFUNDO E INTOCÁVEL VÉU
SÃO AS DORES INSONES E AS PROMESSAS DE MEL
CADA UMA DAS QUAIS SONHEI NOITES INTEIRAS
TORMENTAS DE JAZIGOS VAZIOS
DE CARRETÉIS SEM FIOS
DE DANÇAS INACABADAS
E BOLEROS TRISTES
DE DAMAS LOUCAS QUE NÃO RESISTES
DE MEMBROS EM PUNHO E EM RISTE
MASCIAS PELES DE MAÇÃS
NOITES PORNOGRÁFICAS E MOLÉCULAS VÃS
PROFUNDOS "DORMIS" INUTEIS
FRASES SOLTAS SEM BALANÇO DO MAR
CRETINOS LIBÉRRENOS INSULTANDO A NOITE
QUEIMA-SE FORTUNAS DE EMOÇOES INÚTEIS
LIBERAM-SE COLUNAS DE PROCLAMAÇÕES FÚTEIS
JOGOS DE PALAVRAS MÓRBIDAS
INCESSANTE O ESCONDER DE PÉTALAS
PROFUNDO O INCONSCIENTE ESETÚPIDO E DESCONHECIDO
MORA ESCONDIDO TEU BRILHO INTENSO
TUA POÇÃO MÁGICA DA REALIDADE
PORÇÃO DE ESCONDER SEGREDOS DE NÓS DOIS
Lauren - 2009
SÃO PEDAÇOS DE LAÇOS QUE NUNCA GANHARAM O CÉU
COISAS DA VIDA QUE REPRIMO E JOGO AO LÉU
DUAS SÃO CARÍCIAS
OUTRAS TANTAS SÃO NOTÍCIAS E ALGUMAS MALÍCIAS
DO MEU "REVELO" MAIOR É O PARTO SEM DOR
A DOR DA ÂNSIA DE NÃO PODER AMAR
DO DESCASO DA BRIGA COM A NOITE ANTERIOR
O QUE DEIXO NO PROFUNDO E INTOCÁVEL VÉU
SÃO AS DORES INSONES E AS PROMESSAS DE MEL
CADA UMA DAS QUAIS SONHEI NOITES INTEIRAS
TORMENTAS DE JAZIGOS VAZIOS
DE CARRETÉIS SEM FIOS
DE DANÇAS INACABADAS
E BOLEROS TRISTES
DE DAMAS LOUCAS QUE NÃO RESISTES
DE MEMBROS EM PUNHO E EM RISTE
MASCIAS PELES DE MAÇÃS
NOITES PORNOGRÁFICAS E MOLÉCULAS VÃS
PROFUNDOS "DORMIS" INUTEIS
FRASES SOLTAS SEM BALANÇO DO MAR
CRETINOS LIBÉRRENOS INSULTANDO A NOITE
QUEIMA-SE FORTUNAS DE EMOÇOES INÚTEIS
LIBERAM-SE COLUNAS DE PROCLAMAÇÕES FÚTEIS
JOGOS DE PALAVRAS MÓRBIDAS
INCESSANTE O ESCONDER DE PÉTALAS
PROFUNDO O INCONSCIENTE ESETÚPIDO E DESCONHECIDO
MORA ESCONDIDO TEU BRILHO INTENSO
TUA POÇÃO MÁGICA DA REALIDADE
PORÇÃO DE ESCONDER SEGREDOS DE NÓS DOIS
Lauren - 2009
CANETA E TINTA
o poeta finge amar
aquilo que mais ama
para poder enfeitar
ainda mais os encantos
do verdadeiro amor
ela a palavra à potência
máxima e traz consigo
as rimas ou palavras vãs
infinitas, jntas como um nó
que sem ter dó
penetra a palavra no papel
à caneta e tinta
e deixa essa marca pra sempre
para arrastar no véu inconsiente
a consiência da loucura pura
Lauren 2009
aquilo que mais ama
para poder enfeitar
ainda mais os encantos
do verdadeiro amor
ela a palavra à potência
máxima e traz consigo
as rimas ou palavras vãs
infinitas, jntas como um nó
que sem ter dó
penetra a palavra no papel
à caneta e tinta
e deixa essa marca pra sempre
para arrastar no véu inconsiente
a consiência da loucura pura
Lauren 2009
JATO
Certo dia cheguei aqui
Pra decidir o que por certo
É perto de onde devo ficar
Fico com o rosto e o resto
Eu deixo pra lá
O que me faz ser feliz
É gozar do pranto
Plantar o gozo
E florescer na mata
O que mata é permanecer
Calado, sem falar dos olhos teus
Meu Deus, há quanto tempo calo
Tranco no calabouço do meu coração
Amarro em correntes solta
Afrouxo o laço da paixão
Parto, mas não te reparto
Nem em dupla penetração
Gasto um tempo lascado
Lasco de gastar dinheiro
Gasto que é pra dar gosto
Corro em direção ao rumo
Aprumo em vez de pender pra lá
Cato, se levanto e caio
Saio, se levanto e calo
Pulo, se arrebento o medo
Meto, se permito luta
Noto que gostei do luto
Sofro se resisto e calo
Lauren - 21/03/2009
Pra decidir o que por certo
É perto de onde devo ficar
Fico com o rosto e o resto
Eu deixo pra lá
O que me faz ser feliz
É gozar do pranto
Plantar o gozo
E florescer na mata
O que mata é permanecer
Calado, sem falar dos olhos teus
Meu Deus, há quanto tempo calo
Tranco no calabouço do meu coração
Amarro em correntes solta
Afrouxo o laço da paixão
Parto, mas não te reparto
Nem em dupla penetração
Gasto um tempo lascado
Lasco de gastar dinheiro
Gasto que é pra dar gosto
Corro em direção ao rumo
Aprumo em vez de pender pra lá
Cato, se levanto e caio
Saio, se levanto e calo
Pulo, se arrebento o medo
Meto, se permito luta
Noto que gostei do luto
Sofro se resisto e calo
Lauren - 21/03/2009
Drummond - Resíduo
De tudo ficou um pouco
Do meu medo. Do teu asco.
Dos gritos gagos. Da rosa
ficou um pouco
Ficou um pouco de luz
captada no chapéu.
Nos olhos do rufião
de ternura ficou um pouco
(muito pouco).
Pouco ficou deste pó
de que teu branco sapato
se cobriu. Ficaram poucas
roupas, poucos véus rotos
pouco, pouco, muito pouco.
Mas de tudo fica um pouco.
Da ponte bombardeada,
de duas folhas de grama,
do maço
- vazio - de cigarros, ficou um pouco.
Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.
Ficou um pouco de tudo
no pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato.
Se de tudo fica um pouco,
mas por que não ficaria
um pouco de mim? no trem
que leva ao norte, no barco,
nos anúncios de jornal,
um pouco de mim em Londres,
um pouco de mim algures?
na consoante?
no poço?
Um pouco fica oscilando
na embocadura dos rios
e os peixes não o evitam,
um pouco: não está nos livros.
De tudo fica um pouco.
Não muito: de uma torneira
pinga esta gota absurda,
meio sal e meio álcool,
salta esta perna de rã,
este vidro de relógio
partido em mil esperanças,
este pescoço de cisne,
este segredo infantil...
De tudo ficou um pouco:
de mim; de ti; de Abelardo.
Cabelo na minha manga,
de tudo ficou um pouco;
vento nas orelhas minhas,
simplório arroto, gemido
de víscera inconformada,
e minúsculos artefatos:
campânula, alvéolo, cápsula
de revólver... de aspirina.
De tudo ficou um pouco.
E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória.
Mas de tudo, terrível, fica um pouco,
e sob as ondas ritmadas
e sob as nuvens e os ventos
e sob as pontes e sob os túneis
e sob as labaredas e sob o sarcasmo
e sob a gosma e sob o vômito
e sob o soluço, o cárcere, o esquecido
e sob os espetáculos e sob a morte escarlate
e sob as bibliotecas, os asilos, as igrejas triunfantes
e sob tu mesmo e sob teus pés já duros
e sob os gonzos da família e da classe,
fica sempre um pouco de tudo.
Às vezes um botão. Às vezes um rato.
Do meu medo. Do teu asco.
Dos gritos gagos. Da rosa
ficou um pouco
Ficou um pouco de luz
captada no chapéu.
Nos olhos do rufião
de ternura ficou um pouco
(muito pouco).
Pouco ficou deste pó
de que teu branco sapato
se cobriu. Ficaram poucas
roupas, poucos véus rotos
pouco, pouco, muito pouco.
Mas de tudo fica um pouco.
Da ponte bombardeada,
de duas folhas de grama,
do maço
- vazio - de cigarros, ficou um pouco.
Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.
Ficou um pouco de tudo
no pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato.
Se de tudo fica um pouco,
mas por que não ficaria
um pouco de mim? no trem
que leva ao norte, no barco,
nos anúncios de jornal,
um pouco de mim em Londres,
um pouco de mim algures?
na consoante?
no poço?
Um pouco fica oscilando
na embocadura dos rios
e os peixes não o evitam,
um pouco: não está nos livros.
De tudo fica um pouco.
Não muito: de uma torneira
pinga esta gota absurda,
meio sal e meio álcool,
salta esta perna de rã,
este vidro de relógio
partido em mil esperanças,
este pescoço de cisne,
este segredo infantil...
De tudo ficou um pouco:
de mim; de ti; de Abelardo.
Cabelo na minha manga,
de tudo ficou um pouco;
vento nas orelhas minhas,
simplório arroto, gemido
de víscera inconformada,
e minúsculos artefatos:
campânula, alvéolo, cápsula
de revólver... de aspirina.
De tudo ficou um pouco.
E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória.
Mas de tudo, terrível, fica um pouco,
e sob as ondas ritmadas
e sob as nuvens e os ventos
e sob as pontes e sob os túneis
e sob as labaredas e sob o sarcasmo
e sob a gosma e sob o vômito
e sob o soluço, o cárcere, o esquecido
e sob os espetáculos e sob a morte escarlate
e sob as bibliotecas, os asilos, as igrejas triunfantes
e sob tu mesmo e sob teus pés já duros
e sob os gonzos da família e da classe,
fica sempre um pouco de tudo.
Às vezes um botão. Às vezes um rato.
HOJE
Levantei, tomo um chá de camomila para acordar do desespero
Do desespero de encontrar olhos de pena
Pequenos olhos de pena que me apertam a alma
A coragem que tenho é pouca pra enfrentar essa guerra
Os olhos que tenho não conseguem ver os olhos infantis
Vê-lo seria tortura
Amá-los seria doçura
Querer controlá-los me causaria dor
A dor de não ter visto crescer em mim
Esses olhos de amor
Do desespero de encontrar olhos de pena
Pequenos olhos de pena que me apertam a alma
A coragem que tenho é pouca pra enfrentar essa guerra
Os olhos que tenho não conseguem ver os olhos infantis
Vê-lo seria tortura
Amá-los seria doçura
Querer controlá-los me causaria dor
A dor de não ter visto crescer em mim
Esses olhos de amor
segunda-feira, 21 de março de 2011
Teatrando e vivendo!
Pode parecer clichê, mas a arte de interpretar está na minha vida há muito tempo e por influência de meus pais. E uma grande vontade minha. Minhas as primeiras interpretações de que me recordo são as que fazia do Patinho Feio quando ouvia sua história. Talvez a já me sentisse uma estranha no ninho. Não sei se já sabia ler, mas lembro de minha mãe me vestir de palhaça e me levar junto com minhas primas para fazermos palhaçadas para outras crianças em uma creche. Fui me especializando e meu pai me fazia decorar textos de Chico Buarque: "Você no Recife Sebastião, você é louco!" Meus pais me insentivavam a decorar poesias, como a de Casimiro de Abreu, quando tinha 8 anos e sempre declamavam Vinícios, Bilac, Castro Alves, Neruda, J.G de Araújo Jorge, etc...Minha infãncia foi muito rica literária e emocionalmente. Mas foi quando na sexta série que se tornou meu objetivo. Ivone Garcia, minha professora de Língua Portuguesa, que eu adorava, fazia nossa turma decorar poesias e declamar para toda a classe, era parte da avaliação. Eu gostava muito dessa parte. Isso foi em 1995, em 1997 eu ia toda semana para Santo Antonio da Platina para estudar Teatro Amador, minha professora agora era Luzia Pereira, que já lecionava havia muitos anos e por uma incrível coincidência tinha sido professora da Faculdade de minha professora Ivone. Descobri isso no dia da minha formatura no curso de Teatro Amador quando elas se reencontraram. Assim que nos formamos nossa Trupe foi convidada para o Festival de Teatro de Itaipulândia, no Oeste do Paraná. Fomos com uma peça sobre a Natureza eu fazia o papel da TERRA. Ganhamos o troféu de melhor figurino. Depois acabou, fiquei sem fazer mais nada de teatro, em Joaquim Távora não há muito espaço, nem grupos teatrais onde eu pudesse estudar e para ir para as cidades vizinhas era muito difícil naquela época. Fui fazer letras, já que não atuava, precisava ficar perto de textos de alguma forma. Quando fiz pós - graduação fiz a monografia sobre Teatro, analisei as personagens sobre os aspectos sagrados e profanos de Lídia e Geni de Nelson Rodrigues. Mas só em 2008, quando me mudei pra Curitiba, foi que casei definitivamente com a arte de interpretar. Assim que me mudei comecei a dar aulas de Português durante as semanas e a fazer um curso no Teatro Cultura nos finais de semana. Aprendi muito, mas queria mais, sabia que só os finais de semana era pouco pra quem gostava tanto. Fizemos a peça de Pessoas para Pessoa, sob a direção de Tony Lucas, mais poesia na minha vida...adorei fazer a peça, mas ainda me sentia, como me sinto, pouco experiente técnicamente.
Descobri então o curso para Atores do Colégio Estadual do Paraná. Ali descobri o verdadeiro Teatro, as aulas eram todos os dias durante um ano e meio. Absorvi muito a respeito da história e da técnica com excelentes professores, entre eles Jaqueline Valdívia, Silvia Contursi e Diego Duda. Nossa primeira montagem foi Quanto Mais Millôr, sob a direção de Diego Duda. Medeia Plura, sob a direção de Jaqueline Valdívia foi meu maior desafio, e maior texto, e interpretação mais verdadeira. Descobri aqui o que é ser um ator.
Este ano estréio no Festival de Curitiba com a peça ANDRADIANAS estou me sentindo mais preparada, é um personagem tão forte e rico quanto Medeia, textos de Oswald, Mário e Carlos Drummond de Andrade. Minha Carreira está só começando. O Teatro para mim é parte de minha alma, ou minha alma é parte do Teatro, ele me resgata e me salva, me transcende.
Descobri então o curso para Atores do Colégio Estadual do Paraná. Ali descobri o verdadeiro Teatro, as aulas eram todos os dias durante um ano e meio. Absorvi muito a respeito da história e da técnica com excelentes professores, entre eles Jaqueline Valdívia, Silvia Contursi e Diego Duda. Nossa primeira montagem foi Quanto Mais Millôr, sob a direção de Diego Duda. Medeia Plura, sob a direção de Jaqueline Valdívia foi meu maior desafio, e maior texto, e interpretação mais verdadeira. Descobri aqui o que é ser um ator.
Este ano estréio no Festival de Curitiba com a peça ANDRADIANAS estou me sentindo mais preparada, é um personagem tão forte e rico quanto Medeia, textos de Oswald, Mário e Carlos Drummond de Andrade. Minha Carreira está só começando. O Teatro para mim é parte de minha alma, ou minha alma é parte do Teatro, ele me resgata e me salva, me transcende.
Mapa astral do dia 21 de março 2003 - 2011
http://www.astro.com/cgi/chart.cgi?lang=p&cid=x8sfilePtDipq-u1300727684&nhor=1&btyp=w2gw&stx2=s=outs=24
http://www.astro.com/cgi/chart.cgi?clang=p&rs=3&btyp=w2gw&lang=p&cid=x8sfilePtDipq-u1300727684&nhor=2&go.x=25&go.y=10&go=Avan%C3%A7ar
http://www.astro.com/cgi/chart.cgi?clang=p&rs=3&btyp=w2gw&lang=p&cid=x8sfilePtDipq-u1300727684&nhor=2&go.x=25&go.y=10&go=Avan%C3%A7ar
Mensagem Poética
oi astraaal
como vc taa?!
vamos combinar alguma coisa siii?
e a gravidurA? dura?
e os amores? dores?
e a vida? linda?
Frê Nanda
como vc taa?!
vamos combinar alguma coisa siii?
e a gravidurA? dura?
e os amores? dores?
e a vida? linda?
Frê Nanda
domingo, 20 de março de 2011
AGORA
Hoje é domingo, pé de caximbo...Adorava esse verso quando eu era criança. Minha mãe sempre o falava aos domingos. Domingos eram pra mim amarelos. A primeira imagem que vem em mente de um domingo é amarelo. Hoje é domingo, um domingo amarelo da cor da minha alma, mas hoje não é um amarelo radiante, é um amarelo gasto. O amarelo do amarelado da vida. Hoje é domingo eu assito ao Fantástico, mas amanhã vou ter que trabalhar com crianças. As lágrimas escorrem dos meus olhos quando penso em crianças, como vou trabalhar com elas? A vida me trouxe muitas coisas boas, mas as amarelas e gastas estão tristonhas. Eu sofro e choro pela minha dor, assisto a TV e as pessoas choram por outras tantas dores. O mundo sofre, e que poderemos nós fazer para melhorar as dores do mundo? Temos que viver o agora, dar valor a cada minuto, mas como dar algum valor ao minuto dolorido ao minuto sofrido?
Meus sonhos já não são os mesmos, meus olhos já não são os mesmos, meu coração já não é o mesmo, não sei em que estou me transformando, mas sei que estou transmutando. A atualização das dores, os trinta chegando...E crescer dói. E crescer sem ter crescido quando se precisava crescer dói ainda mais.
Mas o quer dizer é que agora, nesse minuto eu sofro, eu choro. Mas já não é a dor de antes. É a dor do agora.
Meus sonhos já não são os mesmos, meus olhos já não são os mesmos, meu coração já não é o mesmo, não sei em que estou me transformando, mas sei que estou transmutando. A atualização das dores, os trinta chegando...E crescer dói. E crescer sem ter crescido quando se precisava crescer dói ainda mais.
Mas o quer dizer é que agora, nesse minuto eu sofro, eu choro. Mas já não é a dor de antes. É a dor do agora.
sábado, 19 de março de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
Meus rastros
Ao acordar leio todos os horóscopos que confio. Vejo onde estão os astros e deixo eles seguir seus rumos e sigo a onde de suas vibrações. Agindo ou não com meu livre arbítrio. Aos poucos vou assimilando o que tenho a fazer e vou fazendo, no meu rítmo. Gosto dos dias assim: que passam devagar e produtivos.
quinta-feira, 17 de março de 2011
TIMES MEMORIAL
Memórias de Theo Padilha por Lauren Christie
No verão de 1947, na cidade de Caçador, Santa Catarina, nascia Sebastião de Souza. Filho caçula de Dário Theodomiro de Souza e Osvaldina Padilha de Souza. O casal além de Tiãozinho eram filhos Maria e Justino e ainda tinha Maura e Mauro, falecidos tragicamente. Em 1953 o tio Jorge Theodomiro de Souza, irmão de meu avô Dário, o convidou para trabalhar na Estação Ferroviária de Siqueira Campos onde trabalhava como chefe.
A família se estabeleceu ali por algum tempo. Em seguida foram para Conselheiro Zacarias e depois para a Estação Ferroviária de Guapuruvu, onde Tiãozinho conheceu o amor, ela era mais velha, mais alta, tinha treze anos e ele nove. Os pais resolveram voltar para Conselheiro Zacarias, justo agora, ele estava no terceiro ano, mas já haviam pedido a transferência.
O vagão da mudança chegara ao pátio da pequena estação, então todos seus amiguinhos começaram a ajudar no carregamento, partiriam no outro dia bem cedo. Minha avó, Osvaldina, preparava o café quando chegou em casa uma amiga e pediu para falar com seu filho, ela o acordou depressa para que a pudessem se despedir. Na despedida a menina lhe disse que mesmo sendo mais velha, não podia deixar que ele fosse embora sem saber o quanto o amava e lhe entregou uma carta que foi lendo enquanto o trem partida.
Em 1959 teve que se mudar para Joaquim Távora para fazer seu curso de Admissão ao Ginásio, passou em primeiro lugar, mas reprovou alguns anos. Partiu para o quartel, em Curitiba, sem terminar a oitava série. Logo após a famosa Revolução de Março de 1964, com o AI-5. O clima ainda andava quente, entre civis e militares. Ele servia na 5.a Cia do QG da 5.a RM e 5.a DI. Trabalhava no QG da Carlos Cavalcanti, e prestava serviços de plantão na Praça Rui Barbosa. Ali ficavam ainda a 5.a PE e a 5.a Cia de Manutenção. Neste quartel aconteceram tantas torturas de civis, mas ficou sabendo agora através de livros. Voltou para Joaquim Távora em 1966. Trabalhou nas Casas Santa Terezinha, no Cartório Eleitoral com o Senhor José Araújo, passou no vestibular da Faculdade de Direito de Jacarezinho e em seguida começou a dar aulas no Colégio Miguel Dias.
Conheceu minha mãe Marilze em 1972, perdeu a faculdade de Direito e se mudou para São Paulo em 1973. Casaram-se em 1974, mesmo ano que nasceu minha irmã Julie. O casal volta pra Joaquim Távora em 1978. Eu entro nessa história aqui, em 1981. Época em que trabalhou na Brahma morou um tempo em Santo Antonio da Platina e se separa da minha mãe em 1985 e entra novamente para a faculdade, agora de Letras. Começa a viver com uma mulher que já tinha filhos e netos e leva as filhas para Jacarezinho para passar com ele os fins de semana.
Sua mãe morre em 1986, seu irmão Justino em 87 e ele volta para o seu lar e para mãe de suas filhas. A família vivia feliz, apesar de alguns problemas de Tião com o álcool. Trabalhou muito, até como dono de carro de cachorro-quente para que se estabilizasse como professor de Língua Portuguesa. Trabalho por muitos anos em muitas cidades diferentes, São José da Boa Vista, Santana do Itararé, Joaquim Távora, Guaraqueçaba, Matinhos e Joaquim Távora novamente onde atualmente trabalha na Biblioteca do Colégio Miguel Dias. Com o pseudônimo Theo Padilha tem seus textos publicados em coletâneas e no site Recanto das Letras, onde tem 7.040 leituras feitas em seus 150 textos.
Hoje aos 64 anos ele ainda carrega a alegria de ser casado com uma fantástica mulher a mais de 36 anos e de ter visto suas filhas crescerem e seguirem seus passos. Julie, a mais velha é advogada, apaixonada pela justiça e pela concretização dela, tanto quanto o pai e Lauren, essa que voz escreve também tão apaixonada quanto o pai pelas letras, pela poesia, pela melodia das palavras e o poder delas.
Os astros
As estrelas fazem parte de minha vida desde que me conheço. Quando eu e minha irmã éramos crianças, minha mãe colocava um cobertor no quintal e ficávamos deitadas vendo as estrelas, eu achava aquele universo brilhante muito fascinante e queria descobrir mais a respeito. Uma das primeiras sequência que decorei na vida forama os nomes dos planetas, na época: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão. Pensei por muito tempo em ser astrônoma, estudar o funcionamento de todas aquelas estrelas. Quando eu já lia meu pai assinava a Superinteressante e vinha toda a semana, ou todo o mês o céu daqueles dias. Então aprendi o nome e a posição das estrelas e dos planetas e acompanhar a mudança deles. Já na adolescência ganhei uma luneta do meu cunhado e podia observar de mais perto os astros. Mas a essa altura eu já havia descoberto que precisava-se saber muita matemática para ser astrônoma, então estreitei meus laços com os astros na astrologia, a matemática fica para os cálculos que o computador faz e eu fico com a parte humana. Observar e descobrir os poucos seres daqui da terra com quem convivo e me interessam. Posso dizer que hoje sou uma astróloga amadora. Faço mapas dos amigos e acompanho um pouquinho da vida deles pelos astros. Estudo e me descubro através deles a cada dia. A astrologia é a união de nós, o microcosmo com o macrocosmo, o Universo inteiro. A astrologia básica já me esgotou, ainda falta muito pra eu descobrir muita coisa e sei que só terei acesso a tais ensinamentos se me profissionalizar, e no momento, não é minha intenção. Talvez um dia. Parece o caminho contrário, mas da Astrologia surgiu meu interesse pela Mitologia. De interesse em interesse vou engrossando meu caldo de cultura, vou me instruindo, de acordo com meus interesses, sem pressa.
Um pouco selvagem
| Influência fraca e transitória: Hoje durante o dia esse trânsito pode despertar seu espírito independente e rebelde. Você tende a fazer exatamente o contrário daquilo que lhe for sugerido e a rejeitar tudo o que os outros disserem. Pelo mesmo motivo, pode estar impaciente com restrições, deveres e responsabilidades. Há uma grande necessidade de sentir-se livre e de fazer algo muito diferente, talvez até um pouco selvagem. Sob esse trânsito você pode ser levada a fazer coisas que jamais pensaria, considerando seu modo normal de agir. Esse comportamento pode ser bom ou mal, dependendo do seu grau de conservadorismo e do quão pouco usual foi sua atitude. Para algumas pessoas esse trânsito pode significar liberdade na medida certa. Para outras, talvez traga liberdade em excesso. | |
desejos de sonhos
Os sonhos são desejos tão doces
e tão saborosos que verdades são
suas cores invadem a vida e desfazem
as sombras que com a realidade apagarão
tuas vagas lembranças da infancia
teus dias e devaneios vãos
justiças bem feitas
desejos que nuca virão
As tuas mãos em meus cabelos
loucuras que jamais serão
nossas brincadeiras inéditas
profundas e nebulosas
gravuras deliciosas
gestos de lentidão
beijos, línguas e vadiação
e tão saborosos que verdades são
suas cores invadem a vida e desfazem
as sombras que com a realidade apagarão
tuas vagas lembranças da infancia
teus dias e devaneios vãos
justiças bem feitas
desejos que nuca virão
As tuas mãos em meus cabelos
loucuras que jamais serão
nossas brincadeiras inéditas
profundas e nebulosas
gravuras deliciosas
gestos de lentidão
beijos, línguas e vadiação
quarta-feira, 16 de março de 2011
Mercúrio - O mercador
Segundo a astrologia tradicional, quarta-feira é dia de mercúrio. Vejo o Mercúrio/Hermes como um mercador, um mensageiro, que leva as notícias, mas ao mesmo tempo alguém que tem papo pra te enrolar, pra te convencer de comprar qualquer coisa. Pra te convencer a comprar qualquer idia deles. Sendo um dia de mercúrio e com a Lua em Leão, vou sair por aí pra comprar. Me enfeitar como um pavão. Saborear o dia e comprar um pouco de alegria, pois tristeza quero vender, não aguento mais não...
terça-feira, 15 de março de 2011
Tarde de Marte
Chá com panetone. Chá com azeitona. Chá das 5, da tarde inteira. Matte é o melhor.
Marte caminha pela minha casa 3 e é de lá que vem a vontade de escrever e publicar.
Para divulgar, para falar, para agir. Adoro diários, uma vez lia três ao mesmo tempo: Diário de Andy Warhol, de Anne Frank e de Um mago. Minha irmã disse que eu era "inxirida". Mas é que eu gosto da vida das pessoas da realidade delas, gosto do que escrevem pra que ninguém veja, dos que escrevem por precisar escrever. Gosto de relatos específicos, reais, as histórias verdadeiras são as mais interessantes, acredito também que as fantasias existem em algum lugar, nem que seja na alma de quem as escreve e também tem um valor imenso. Mas gosto de saber da vida real de quem escreve as histórias de como sentem, vivem, pensam, agem. Admiro a realidade interessante de cada um.
Marte caminha pela minha casa 3 e é de lá que vem a vontade de escrever e publicar.
Para divulgar, para falar, para agir. Adoro diários, uma vez lia três ao mesmo tempo: Diário de Andy Warhol, de Anne Frank e de Um mago. Minha irmã disse que eu era "inxirida". Mas é que eu gosto da vida das pessoas da realidade delas, gosto do que escrevem pra que ninguém veja, dos que escrevem por precisar escrever. Gosto de relatos específicos, reais, as histórias verdadeiras são as mais interessantes, acredito também que as fantasias existem em algum lugar, nem que seja na alma de quem as escreve e também tem um valor imenso. Mas gosto de saber da vida real de quem escreve as histórias de como sentem, vivem, pensam, agem. Admiro a realidade interessante de cada um.
MULHERES
São precisas muitas mulheres para se esquecer uma mulher inteligente.
http://www.citador.pt/citacoes.php?cit=1&op=10&idcit=20113&author=1495&desc=Sao_precisas_muitas_mulheres_para_esquecer_uma_mu
http://www.citador.pt/citacoes.php?cit=1&op=10&idcit=20113&author=1495&desc=Sao_precisas_muitas_mulheres_para_esquecer_uma_mu
O Maestro Sacode a Batuta
O maestro sacode a batuta,
A lânguida e triste a música rompe ...
Lembra-me a minha infância, aquele dia
Em que eu brincava ao pé dum muro de quintal
Atirando-lhe com, uma bola que tinha dum lado
O deslizar dum cão verde, e do outro lado
Um cavalo azul a correr com um jockey amarelo ...
Prossegue a música, e eis na minha infância
De repente entre mim e o maestro, muro branco,
Vai e vem a bola, ora um cão verde,
Ora um cavalo azul com um jockey amarelo...
Todo o teatro é o meu quintal, a minha infância
Está em todos os lugares e a bola vem a tocar música,
Uma música triste e vaga que passeia no meu quintal
Vestida de cão verde tornando-se jockey amarelo...
(Tão rápida gira a bola entre mim e os músicos...)
Atiro-a de encontra à minha infância e ela
Atravessa o teatro todo que está aos meus pés
A brincar com um jockey amarelo e um cão verde
E um cavalo azul que aparece por cima do muro
Do meu quintal... E a música atira com bolas
À minha infância... E o muro do quintal é feito de gestos
De batuta e rotações confusas de cães verdes
E cavalos azuis e jockeys amarelos ...
Todo o teatro é um muro branco de música
Por onde um cão verde corre atrás de minha saudade
Da minha infância, cavalo azul com um jockey amarelo...
E dum lado para o outro, da direita para a esquerda,
Donde há árvores e entre os ramos ao pé da copa
Com orquestras a tocar música,
Para onde há filas de bolas na loja onde a comprei
E o homem da loja sorri entre as memórias da minha infância...
E a música cessa como um muro que desaba,
A bola rola pelo despenhadeiro dos meus sonhos interrompidos,
E do alto dum cavalo azul, o maestro, jockey amarelo tornando-se preto,
Agradece, pousando a batuta em cima da fuga dum muro,
E curva-se, sorrindo, com uma bola branca em cima da cabeça,
Bola branca que lhe desaparece pelas costas abaixo...
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
A lânguida e triste a música rompe ...
Lembra-me a minha infância, aquele dia
Em que eu brincava ao pé dum muro de quintal
Atirando-lhe com, uma bola que tinha dum lado
O deslizar dum cão verde, e do outro lado
Um cavalo azul a correr com um jockey amarelo ...
Prossegue a música, e eis na minha infância
De repente entre mim e o maestro, muro branco,
Vai e vem a bola, ora um cão verde,
Ora um cavalo azul com um jockey amarelo...
Todo o teatro é o meu quintal, a minha infância
Está em todos os lugares e a bola vem a tocar música,
Uma música triste e vaga que passeia no meu quintal
Vestida de cão verde tornando-se jockey amarelo...
(Tão rápida gira a bola entre mim e os músicos...)
Atiro-a de encontra à minha infância e ela
Atravessa o teatro todo que está aos meus pés
A brincar com um jockey amarelo e um cão verde
E um cavalo azul que aparece por cima do muro
Do meu quintal... E a música atira com bolas
À minha infância... E o muro do quintal é feito de gestos
De batuta e rotações confusas de cães verdes
E cavalos azuis e jockeys amarelos ...
Todo o teatro é um muro branco de música
Por onde um cão verde corre atrás de minha saudade
Da minha infância, cavalo azul com um jockey amarelo...
E dum lado para o outro, da direita para a esquerda,
Donde há árvores e entre os ramos ao pé da copa
Com orquestras a tocar música,
Para onde há filas de bolas na loja onde a comprei
E o homem da loja sorri entre as memórias da minha infância...
E a música cessa como um muro que desaba,
A bola rola pelo despenhadeiro dos meus sonhos interrompidos,
E do alto dum cavalo azul, o maestro, jockey amarelo tornando-se preto,
Agradece, pousando a batuta em cima da fuga dum muro,
E curva-se, sorrindo, com uma bola branca em cima da cabeça,
Bola branca que lhe desaparece pelas costas abaixo...
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
segunda-feira, 14 de março de 2011
O Feminino
A Soberania celta é muito bem representada pelos mitos fundadores, dos quais a Irlanda manteve registros. Outro Mundo (Olimpo celta), ela é sempre considerada uma virgem divina e resplandecente, conforme o princípio que representa. Tal característica está ligada à Rainha e a Terra.
EURIU
A INVENÇÃO DAS COISAS
Ficaria horas a escrever palavras
Todas as que viessem em mente
Mas elas nunca mentem
Revelam coisas insanas
Proclamam desejos contidos
Escondem e brincam de pega-pega
Se às vezes pega corre perigo
Provocam pragas provam brigas
Às vezes rasgam às vezes falam
Rogam calafrios desmedidos
Sofrimentam desafios presos
Desvairidos rios em movimento
Resgatam séculos perdidos
Teorias dos mitos
Acham explicações até pros gritos
Mas na hora dos ritos pulam
Viram vozes a ecoar sons
Pequenas lembranças da infância
Transformam-se em palavras
Doces, expelidas delicadamente pela boca
Retorna à performance inicial
Emitem e permitem conhecimento
Ou alguma forma de invento
São jogadas ao léu
Às vezes se ramificam e rabiscam
Até o céu
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