domingo, 20 de março de 2011

AGORA

Hoje é domingo, pé de caximbo...Adorava esse verso quando eu era criança. Minha mãe sempre o falava aos domingos. Domingos eram pra mim amarelos. A primeira imagem que vem em mente de um domingo é amarelo. Hoje é domingo, um domingo amarelo da cor da minha alma, mas hoje não é um amarelo radiante, é um amarelo gasto. O amarelo do amarelado da vida. Hoje é domingo eu assito ao Fantástico, mas amanhã vou ter que trabalhar com crianças. As lágrimas escorrem dos meus olhos quando penso em crianças, como vou trabalhar com elas? A vida me trouxe muitas coisas boas, mas as amarelas e gastas estão tristonhas. Eu sofro e choro pela minha dor, assisto a TV e as pessoas choram por outras tantas dores. O mundo sofre, e que poderemos nós fazer para melhorar as dores do mundo? Temos que viver o agora, dar valor a cada minuto, mas como dar algum valor ao minuto dolorido ao minuto sofrido?
Meus sonhos já não são os mesmos, meus olhos já não são os mesmos, meu coração já não é o mesmo, não sei em que estou me transformando, mas sei que estou transmutando. A atualização das dores, os trinta chegando...E crescer dói. E crescer sem ter crescido quando se precisava crescer dói ainda mais.
Mas o quer dizer é que agora, nesse minuto eu sofro, eu choro. Mas já não é a dor de antes. É a dor do agora.

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