Lua?! Hã?
Luan, ah...
Pensei que fosse o Carlos,
Pedro ou Joaquim
Porque pode ser todos
Desde o início da existência
Até o fim dos dias que
Ele escrever
Poeta sórdido e juvenil
Este é teu ano de glória
Honra e sucesso no Brasil
Descobrir os pensamentos e os sentimentos através do dia a dia, da poesia, ciência ou tecnologia. Escrever para não calar, para reportar o que não queremos que passe em branco. Relatar para eternizar, para criar, para ensinar. Transformar a vida real em lenda, os mitos em símbolos, divulgar a arte, comentar os textos lidos e os não lidos. Um arquivo de textos.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
domingo, 26 de junho de 2011
ORAÇÃO À TERRA AMADA
Do alto de uma serra fiquei sempre a contemplar. O infinito horizonte que um dia, eu sabia, ia me levar. Na cumeeira daquele lugar enxergava cidades, montanhas e um vale inteiro a verdejar. Agora nessa época do ano o vento é frio, porém sereno, mas quando a noite chega calada e dura ele chega a uivar. Seu gemido é gelado, o céu estrelado é de um azul sem fim em noite de luar. Naquele canto do mato, onde vivia o imperador tem um ar gelado e úmido e de tão vazio que é, chega a ecoar. Passando pela estrada de onde o trem vem, passa boi, passa boiada e eu já passei também. Essa estrada depois de um pouco andar chega-se na cidade, na avenida maior, que já foi cantada com amor, pelo meu pai, deve em tempos longínquos ter sido coberta pelo mar. Alguns antigos costumam dizer que ali existia um pomar. Tangerinas ou café, talvez. Quando criança e subia por ela a pé, imaginava uma corda para puxar. Descendo, de carro hoje, sinto um frio a minha barriga refrescar.
O verde Vale da Pirambeira foi o meu quintal. Passei por ali com família, amigos e amores. Desci florestas verdes e cachoeiras finas. Respirei aquela brisa profunda que só quem olha para o Oeste sente. Abracei árvores com espinhos. Corri pelos campos e caminhos. Colhi cogumelos, incinerei ervas, jurei amizade eterna tendo o por do sol como testemunha. Dancei ao som dos caminhões da Parigot. Percorri as entranhas do jacaré, debaixo de todas as pontes, dentro de todos os poços. Percorri matas e matas. Desci num rapel, imensa Figueira. Sobrevoei a paisagem inteira. Meu coração, minha guerreira cravada no norte. Portal mágico da minha natureza.
Cafezais, jardins floridos e outras tantas belezas. Dorme e repousa tranqüila sem pressa de ver o tempo chegar. Posso escutar as vozes que falam em teu nome traduzindo as noites caladas em que as árvores não balançam e os fios não dançam. As noites assim (me dão medo) começam no fim de julho e vão até meados de agosto, o final do inverno chega fazendo barulho das madrugadas em que as janelas tremem. A primavera chega com a luz pálida das manhãs de setembro e percorre o dia num calor suave. Mas geralmente quando o fim da tarde chega, junto com ele vem um frio cortante dos ventos dilacerantes.
O verão parece um festival de abastança. O calor é forte, a bebedeira refresca a sorte e o colorido do céu parece não ter fim, as estrelas e a lua iluminam as noites calmas e alegres. O astro rei domina o dia queimando, queimando lento e bronzeando a pele de quem anda em busca d’água pra se lavar. O clima quente também tem seu som. Um zunido de cigarras e insetos sonoros. O calor derrete a paisagem, os telhados e as ruas viram ondas e ás vinte horas ainda é dia.
Posso parecer ruim da cuca ou até mesmo maluca. O teu nome glorioso e imortal enfeita minha nuca. Teu espírito guia a minha glória. Amém.
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